Grupo de Investigación Lingüística e Literaria Galega ILLA
Grupo de Investigación Lingüística e Literaria Galega ILLA
Universidade da Coruña
Glosario
da poesía medieval profana
galego-portuguesa
Voces do M
mão ~ mano s. f. 'man'
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A forma arcaica mano só aparece en cantigas de amigo
511.10 porque mi fazedes mal / e de vós non ar ei al, / mia morte tenho na mão||551.9 Ela tragia na mão / un papagai mui fremoso / cantando mui saboroso||1118.11 Os reis, mouros [e] cristãos, / mentre viver lh’ajan medo, / que el á mui ben as mãos||1119.18 matar-se devian con sas mãos / porque perderon atan bõo senhor||1387.5 e a dona cavalgou e colheu / Don Caralhot’e nas mãos o ten, / pois-lo á preso||1387.9 E, pois a dona Caralhote viu / antre sas mãos, ouv’én gran sabor||1403.3 pois lhe na mão non queren durar / e lh’assi morren aa malfada[da]||1435.30 Messa os cãos / e fis us’as mãos||1492.7 e feri-o mui mal d’un gran baston / que na outra mão destra tragia||1497.21 Centuplum accipiatis, de mão do Padre Santo||1514.21 e logo o mandarei / pagar a [un] gran vilão que ei / se un bon pao na mão tever||1530.25 melhor ventrulho nen melhor morcela / do que a ama con sa mão faz||1565.5 Quen a veer quiser ao serão, / Maria Perez, lev’alg’en sa mão||1598.10 Mais desta seerei eu escarmentado / de nunca foder ja outra tal molher / se m’ant’algo na mão non poser||1625.15 e o espet’en sas mãos filhou||1629.9 e das mãos as orelhas, / os olhos, das sobrencelhas||1661.8 Este ten o parais’en mão, / que sempr’amou, con sén cristão, paz||1682.11 e log’un seu meninho / troux’o lume na mão
1314.8 Ennas ribas do lago, u eu andar vi, / seu arco na mano a [la]s aves ferir, / a las aves meu amigo||1314.11 Ennas ribas do lago, u eu vi andar, / seu arco na mano a las aves tirar, / a las aves meu [amigo]||1314.13 Seu arco na mano a [la]s aves ferir, / e las que cantavan leixa-las guarir, / a las aves meu [amigo]||1314.16 Seu arco na mano a las aves tirar, / e las que cantavan non nas quer matar, / a las aves m[eu amigo]

mão vazia 'sen diñeiro, sen nada'
1598.4 que me non partiss’én de vós assi / como me parti ja, mão vazia

abrir (as) mãos 'soltar, ceibar, deixar libre'
Rexe a preposición de
1435.33 abr’i deles mãos
1387.7 e nas mãos o ten, / pois-lo á preso, ca está mui ben, / e non quer del[e] as mãos abrir
colher na mão 'prender, capturar'
1397.6-7 e, se o pode colher / na mão, logo del justiça faz||1505.7 «que non deve justiça fazer rei / en ome que na mão [non] colher»||1588.19-20 e non na pode nulh’omen colher / na mão se j’a non acha jazer / ou quando ‘sté ou quando é leva[n]tada||1619.4 e oi eu dizer / que, se o colhe o meirinho na mão, / de tod’en tod’enforcar-vo-lo-á
estender mão 'ser xeneroso'
1521.9 «Estender quer’eu mão / e quer’andar ja custos’e loução»
meter mão 'intervir, actuar sobre'
461.26 u quer que mão metestes, guarecendo, én saistes||1587.21 ou se quiseres que en ti meta mão, / dá-me quant’ás e poderes aver||1587.23 ca, des que eu en ti mão meter, / seras guarido quando fores são
poer a mão 'tocar coa man, apalpar'
Rexe a preposición en
482.1 Fui eu poer a mão noutro di- / -a a ũa soldadeira no con’, / e disse-m’ela: ...||1529.3 eu pug’a mão en el, e caente / o achei muit’e mandei-lhi fazer / mui boa cama

coçar-se con a mão do peixe 'remediarse con cousa que non remedia'
382.21 e, pois ficardes con el des enton, / coçar-vos-edes con a mão do peixe
[últ. rev.: 23/05/2017]